terça-feira, 17 de maio de 2011

Do you Believe in Life After Love?




Muitos teóricos têm-se entretido com profundas questões existenciais, uma das quais, e não menos importante, se existirá vida após o amor ou, melhor dizendo, após uma relação destroçada.

Era uma vez um rapaz, simpático e atencioso, com gosto pelo petisco ao domingo à tarde. E este rapaz conhece uma garota, cinco anos mais nova, por quem se apaixona e começam a namorar à distância. Apesar de terem meio continente e um oceano a separá-los, os ciúmes conseguem-se intrometer e destruir a relação.

Era uma vez uma adolescente, que conhece na escola um rapaz por quem se apaixona. O rapaz desiste de estudar, não quer trabalhar e passa a vida a fumar e a conviver com os amigos. A adolescente cresce, vai estudar para a universidade mas continua presa àquele rapaz, a ponto de se tornar capacho dele. E quanto mais ela estuda, menos ele quer fazer da vida.

Era uma vez um homem. Adulto, casado, pai de filhos, que conhece uma jovem pela internet e promete-lhe mundos e fundos – inclusive que vai deixar a mulher e os filhos para ir viver com ela. E um belo dia, põe um ponto final na relação, sem mais nem quê, porque se fartou da jovem e arranjou outra.

Era uma vez uma mulher adulta. Provém de boas família, e tem um namorado que beija o chão que ela pisa. É instável emocionalmente, fala constantemente em suicídio, e tem ciúmes até à medula do ar que ele respira.

Era uma vez um casal, com dois filhos. Os filhos estudam num colégio particular, os pais estão os dois empregados e trazem uma bela maquia para casa. Vivem numa vivenda com piscina, cada qual tem o seu carro. E um dia perdem tudo porque vivem muito acima das suas possibilidades e quiseram ter tudo ao mesmo tempo. E quando dão conta, já se perderam um ao outro e segue cada qual o seu caminho.

Ciúme, obsessão, falsidade, ganância, tudo isto se intromete no meio de uma relação. Onde deviam haver dois, há uma multidão. Não há amor, não há respeito, que aguente tanta intromissão. E acabam por se separar. O rapaz chora pela namorada que julgava que  tinha, a adolescente chora pelo namorado que gostaria de ter e que na realidade é outra coisa completamente diferente, o homem casado chora pelo que quer ter, a mulher adulta chora pelo que tem, o casal chora pelo que perdeu.

Tudo encontrou um fim, e nada simpático. Mesmo que continuem juntos, há um mundo a separá-los. É necessário fazer o luto, libertar-nos destes sentimentos negativos, para que possamos evoluir. Evoluir enquanto pessoas, enquanto seres humanos. Enquanto continuarmos centrados no que foi, não poderemos viver o presente e sonhar o futuro. E vemos a vida passar-nos ao lado.

Existe vida após o amor.

Just not right afterwards.

1 comentários:

Luar disse...

Aceitação...penso que diz tudo!

Beijinhos querida

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