terça-feira, 7 de junho de 2011

Não Ver, Não Falar, Não Ouvir



Não olham para não ter de ver; falam bastante, mas pelas costas - nunca pela frente, atitude que condeno veementemente; e preferem não saber, para não terem de saber.

Isto para mim é o pior: tanta lábia pelas costas, tão pouco siso pela frente.

E ainda me condenaram quando assumi ser eu mesma:

- Boa noite.

- Até há cinco minutos atrás, estava a ser, estava.

E depois o melhor de tudo: o meu pequerrucho de quatro patas, sempre tão meigo, tão doce, tão meloso, que nunca mostrou uma ponta de maldade, nem sequer a ponta dos caninos, que sempre lambeu a mão que o castigava, virou-se.

Dentes arreganhados, começou por rosnar e depois atirou-se. Se o tem apanhado, tinha-o mordido. Agarraram-no a tempo. Caiu-me o queixo, porque nunca pensei que ele fosse capaz... disto.

Estavas em sintonia com os meus sentimentos, R.? De alguma forma, do fundo do teu coração tão bondoso, percebeste o que eu sentia relativamente àquele desperdício de oxigénio?

Cãozinho esperto. E sempre fiel à sua dona. Mas, meu querido, deixa isto para mim. Lembra-te do que te disse: só mordes carne de qualidade. Sabe-se lá as doenças que podias apanhar se mordesses aquela... coisa.

Porque é que as pessoas dizem alhos e bugalhos pelas costas e pela frente calam-se e afivelam sorrisos de orelha a orelha? Não entendo. Não tenho esta capacidade. Não gosto, paciência. Não gosto mesmo, não sou capaz de disfarçar. Sou eu que estou mal? Se calhar sou, mas o facto é que não sou capaz disso.

Até podia pedir desculpa por isso... mas isso faria com que ficasse igual a vós.

1 comentários:

Luar disse...

Nem mais...

Sinto que neste momento, além da minha fiel dor de dentes que se mantém e não quer melhorar, a minha cabeça gira à volta deste assunto, uma e outra vez.
Sinto que preciso colocar o ponto final, direi antes o ponto de exclamação, como se fosse uma ordem.
Para!!! Não penses!!! Basta !!!
Sinto que preciso de pensar em mim.
Há um comentário no meu post que amei.
"
Se não cumprem seu papel, ainda que com certo sofrimento, poderão sofrer mais tarde, quando perceberem que a vida de seus filhos ficaram comprometidas em virtude de omissão dos mesmos."

Deixo meu beijo

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