terça-feira, 14 de junho de 2011

Love Changes Everything



Sem querer reportar-me ao óbvio, o amor mudou imenso a minha vida. Não só passei a partilhar a cama, como a pilha de roupa para lavar e passar aumentou exponencialmente. E já nem falo no calçado espalhado pela casa.

Mudou porque passei a ter a meu lado um ombro amigo, que me leva ao desespero com os seus disparates bem-dispostos, mas que me apoia, me ouve, me compreende.

Como raio é que vieste parar à minha vida? Não diria que caíste do céu, mas andaste lá perto.

Espera, já sei. Mudei de restaurante onde ia almoçar todos dias. E eu que só queria variar o que comia ao almoço. Variei a vida toda, lol.

E agora temos um piolhito que te adora e que acha que és o herói dele. Hoje saíste de manhã em direcção ao autocarro, e o nosso menino ficou a chamar por ti. Deu-me pena ver o seu rostinho franzido a chamar:

- Pai! Anda cá ao J'ão!

Sabes aquela forma que ele tem de contrair o nome dele? Hoje contraiu ainda mais, à medida que tu te afastavas e não olhavas sequer para trás e ele franzia mais e mais a testa.

Ficou triste. Fartou-se de perguntar por ti. E por mais que lhe dissesse “O papá foi ganhar tostão pa comprar papinha para a rabiguinha do João”, ele não sossegava. Olhava para a curva por onde tinhas desaparecido, à espera de te ver aparecer.

Quem apareceu foi o autocarro, atrasada como sempre, e tu ficaste para trás. O nosso menino já quer ir sentado no seu lugar, sem ser ao colo, quer carregar no botão para parar e quer ir a espreitar pela janela. E diz sempre: “O cão não vem, mãe”. Pobre cão, que ficou em casa a chorar porque ficou sozinho, porque sente saudades dos donos e porque acha injusto não poder vir com a dona, ele que até se porta bem e aninha-se a meus pés.

Depois saímos na paragem ao pé da creche. Foi o caminho todo a amuar, a dizer “nã quelo” cada vez que dizia que ia ver os seus amiguinhos. Mas foi. E mal chegámos à entrada da creche, deu dois pulos para o ginásio, encontrou um triciclo vazio e largou-me a mão, dizendo sem olhar para trás:

- Xau, mãe!

Não fosse alguém roubar-lhe o triciclo. Nem me passou mais cartão.

Antigamente, passava noites sem dormir a tentar decifrar o Livro Egípcio dos Mortos. Agora, passo noites sem dormir por causa do nosso menino, que está a evoluir de bebé para rapazinho. E não perdia isto por nada deste mundo.

3 comentários:

Luar disse...

Parece que vejo a carinha de pergunta, assim como vejo a de amuo!
Até o :- Xau mãe que tanta vez já ouvi!
Amo esse boneco...demais!

Beijo

Luar disse...

Katy


Se bem que andes afastadas das lides rsrsrs, tens dois selos no meu cantinho para ti.
Vai lá ...usa e abusa e coloca-os aqui no teu canto!

Porque te gosto!

Katy disse...

Olá Luar,

Obrigado pelos selos ^^

És uma kida!

Beijinhos

Enviar um comentário