segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Segunda-feira



A segunda-feira é sempre lixada. Quer porque seja o primeiro dia de trabalho a seguir a um ou dois dias de descanso, quer seja porque o despertador nos obriga a madrugar – malandro! – a segunda-feira tem muito má fama. A pessoa está em baixo, há sempre alguém que diz: “Tás com cara de segunda-feira!”, ou então o sempre eterno “a segunda-feira devia ser dia de descanso”.

Também me arrastei para fora da cama com muita dificuldade, confesso. E como todas as segundas-feiras, lembro-me de ter pensado: “O quê, já?? Ainda agora me deitei!”

Fiz as minhas abluções matinais e depois pratiquei um desporto olímpico não reconhecido: tirar o garoto da cama depois de um fim de semana de farróbadó. Vinte minutos depois de ter iniciado a modalidade, lá consegui tirá-lo, vesti-lo e lavá-lo antes que ele tivesse tempo de reclamar. A reclamação veio depois: “Não tenho fome, não quero comer, não quero escolinha”.

Ouvidos moucos e ala para a paragem do autocarro. Aí chegados, descubro que os lugares reservados às grávidas estavam ocupados mas como era pela terceira idade, nem olhei duas vezes. A mim pesa a barriga, a eles pesa a idade. O puto entretanto continuava: “Posso ir contigo ganhar tostão, mãe? Não quero ir para a escolinha!”

Ainda não tem quatro anos e já me diz que não gosta da escola. Estou tramada com o rapaz!

Chego à creche e descubro-a fechada porque a professora dele se atrasou. Tudo bem, todos temos direito a uma segunda-feira lixada, até a professora. Eu é que começo a olhar para o relógio.

Deixo-o na creche e vou para o metro que, como de costume, vem a abarrotar. E pior que isso, no lugar reservado às grávidas estão dois jovens cheios de malas que nem português falam. Por sorte, o sinal da gravidez é inconfundível. Um levanta-se para que eu me sente, não sem me tirar medidas e ver se a minha barriga é maior que a dele. A única diferença é que a minha não é de cerveja.

Venho no metro, semi-atenta às conversas em meu redor:

“- Nem quis acreditar quando aquela porcaria tocou!”
“- Ainda estou cansada do fim de semana!”
“- Vi-me grega para sair da cama!”

Conversas elucidativas. Dúvidas houvesse sobre o dia da semana em que estou, as conversas esclareciam-me.

Chego ao trabalho, olho em volta e está tudo com ar sonolento, rabugento e de expressão predominantemente fechada. Os bons-dias traduzem-se em: “que ninguém me diga nada!”

Resumindo, o dia ainda ia no inicio e já estava tudo a olhar para o relógio, a ver quando acabava.  Pus-me a pensar, temos cinco dias na semana em que o despertador nos arranca às profundezas do sono, e de uma forma bastante ingrata. A rotina é igual todos dias, mas é a segunda-feira que paga as favas. Porque será??

sábado, 15 de setembro de 2012

Para o R.



Já passaram duas semanas desde que foste embora. Os restos do jantar vão para o lixo, mas ainda tenho o hábito de pensar "tenho de lhos dar". E depois recordo-me que já cá não estás, e que o que tenho na mão tem como destino o lixo. Costumava dizer na brincadeira que eras a minha "Brigada de Limpeza Canina", pois quando caía alguma coisa aí ias tu ver se era saborosa. Lembras-te quando deixei as espetadas temperadas e tu rapinaste uma? Lembras-te do pacote da mortandela que comeste de empreitada? E o pedaço de torresmo, quase tão grande como tu, que arrastaste para a cozinha, esperando que eu não desse conta?

Ou daquela vez que te atiraste àquele cretino imbecil apenas porque pressentiste que eu o detestava? Nunca pensei que conseguisses reagir assim aos meus sentimentos, estávamos em sintonia.

Foste sempre incapaz de odiar. Eras meigo mesmo quando não conhecias. Crianças, adultos ou idosos, todos conheciam o teu lado meigo. Foi aquela a única vez que te vi zangado. 

Sei que estás melhor agora, que estás permanentemente acompanhado, que já não te sentes só, mas continua a doer a ausência, a sensação que havia algo que podia ter feito e não fiz, algo que estava fora do meu alcance.

Continuam a perguntar por ti, continuo a encolher-me na cama, como se ainda dormisses a meus pés. Quando entro em casa ainda espero encontrar-te, vejo outro igual a ti na rua e penso em ti. Fazes-me tanta falta, a tua companhia silenciosa, como só tu sabias fazer.

Sei que estás melhor agora e só isso é que me permite combater a saudade que sinto.

Ainda bem que estás melhor agora. Acompanhado o dia todo, com crianças para brincar... Sei que estás melhor, meu querido R.


(Imagem tirada do Google)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Apelo à Selecção



Não é que eu não tenha espírito desportivo – e até tenho... às vezes – ou que ligue muita importância ao futebol. Mas quando joga Portugal, tento prestar atenção.

Ora bem, tirando a parte em que no jogo da Alemanha o árbitro andava a lamber as botas à Merkel – ou outra coisa qualquer, mas sinceramente só a ideia da criatura de língua de fora até enoja – Portugal até tem conseguido levar a água ao seu moinho. Às vezes precisa de levar na bolacha para abrir da pestana, mas isso são outros quinhentos.

Como todos os portugueses que se prezem, eu tenho dois ídolos: o Eusébio e a Padeira de Aljubarrota. O Eusébio, porque levou o meu clube mais além e pena é que não hajam mais com ele (no meu clube, entenda-se). A Padeira, Brites de sua graça, enfardou em seis espanhóis sozinha, munida apenas de uma pá – e não eram seis homens do povo; estavam armados (e não era em parvos), tinham armaduras e eram espanhóis.

Gabando-me eu de ser portuguesinha de gema, detesto tudo quanto venha de Espanha: desde a cara balofa do rei que gosta de andar aos tiros a animais em vias de extinção que vem cunhada nas moedas de euro, até à língua que arranha os ouvidos só de ouvir aquela algaraviada (mania de chamar servizio à casa de banho! Um autista já percebeu que é uma casa de banho,estão a chamar-lhes nomes para quê???), não há nada que se aproveite (excepto aquela que ainda há-de vir que diz que a Espanha desapareceu, qual Atlântida. Hope Springs Eternal!)

Ora isto tudo porquê? Porque aqueles grandes filhos de uma grande... ah... gralha... estão a dizer que eles é que vão estar na final com a Alemanha, que isto é favas contadas, que Portugal é só Ronaldo, e sei lá eu mais o quê.

Ponto primeiro, que eu saiba a Itália ainda não desapareceu em nenhuma catástrofe natural; ainda está em jogo e garanto-vos que, por uma questão de lealdade latina, vou ser toda italiana no dia em que jogarem. Ponto segundo, só a ideia de perder com aqueles línguas de trapos fedorentos enoja-me quase tanto como o cheiro do peixe cozido.

Não é que eu seja tendenciosa ou facciosa; o problema é que sou tendenciosa e facciosa. Ou sou ou não sou. Ou gosto ou não gosto.

E de Espanha não gosto mesmo nada, desde o povo ao país, por mim é tudo desperdício de oxigénio. Portanto, fica aqui um apelo à selecção portuguesa: trucidem aqueles sacanas! Mandem-nos para casa com o ego destroçado e o rabinho entre as pernas (e se possível abatam o avião onde eles viajarem). É que nem me interessa se ganham ou perdem o Euro, mas esfolem aqueles tipos! Peçam à Brites umas dicas, que ela diz-vos como é.

Não que eu seja rancorosa.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Selecção "Village People" Portuguesa



Quando vi esta imagem, a primeira coisa que pensei foi: Meu Deus!!!! Os Village People reproduziram-se!!!!!

(E tive direito a um cartaz tamanho A3; não sei porquê, até porque sempre pensei que aquilo para papel higiénico era rijo, mas adiante).

Foi efectivamente o que pensei (Village People rules!) até ver que um deles era uma estátua de cera do Nani. Não, era o próprio Nani. Eh caneco, calmex que isto afinal se calhar não é a expansão do Museu da Madame Toussaud. Isto é mesmo a selecção nacional. Quem diria??

Passei os olhos pela imagem – digam lá que não é bonita – e pensei logo, não seja por falta de pose, que estes meninos andam a treinar para manequins (senão acontece como àqueles que quando acabam a carreira vão viver para debaixo da ponte porque acharam que o dinheiro era eterno).

Depois olhei para o Cristiano Ronaldo e a primeira coisa que me passou pela cabeça foi “Hitler regressou! Afinal o homem não morreu!” – depois é que vi que a braçadeira no braço do moço não era a suástica, era a bandeira de Portugal cortada. Como sempre achei que o homem na selecção não fazia nada de jeito, não deixa de ser irónico que se assemelhe tanto a Hitler. Só faltou o bigodinho.

Pelo menos o Nani “Sr-Doutor-Estátua-de-Cera” faz alguma coisa de jeito! Joga à bola, que é para isso que lhe pagam balúrdios!

Agora ver aquele juíz no meio, não sei porquê, faz-me sempre lembrar o “Quem tramou Roger Rabbit”. O Juiz Doom, subentenda-se. Sabem, aquele que era mau como as cobras, gostava de matar desenhos animados e queria constuir uma auto-estrada no meio da Cidade dos Desenhos? Aquele tão brilhantemente desempenhado por Christopher Lloyd?

Quase estava à espera de ver os fuinhas.

Tudo somado, acaba por ser uma equipa de poses que ainda não aprendeu a trabalhar em conjunto, que tem de aprender o significado da expressão “trabalho de equipa” (já a expressão “vedetismo” aprenderam que foi uma beleza, mas esta expressão só tem uma palavra, acaba por ser substancialmente mais rápida de compreensão).

Se jogarem tão bem como pousam para a fotografia, o Euro está no papo.

Ou não.

terça-feira, 13 de março de 2012

Diminutivos



O meu nome não é grande, mas conseguiram encurtá-lo ainda mais. Durante anos, só uma pessoa me chamava Katy, e era a minha avó. Nunca, que eu me lembre, me tratou pelo meu nome completo até eu perfazer 22 anos – e só foi assim nessa altura porque lhe apresentei o meu namorado, futuro marido. E mesmo aí – ainda hoje penso assim – foi descuido. Porque só depois do meu filho nascer é que deixei definitivamente de ser Katy para ela, e isto porque tinha um bebé para mimar. E oh se ela o queria mimar! (Mimar, abraçar, beijar, e afins).

Coisa curiosa, nunca me aborreceu – nem na idade estúpida da adolescência – que ela me tratasse pelo meu diminutivo. Ela. Só ela. Nunca o resto da família.

O meu filho tem vários nomes carinhosos, e responde por vários. Coisa curiosa, o nome dele também é curto mas consegui prolongá-lo. No meu caso, encurtaram-no; no caso dele, alongaram-no.

Amamos uma pessoa com toda a nossa alma, mas raramente a tratamos pelo nome. Pelo menos, o nome que vem no bilhete de identidade ou cartão único ou lá o que lhe queiram chamar. Arranjamos nomes curiosos, que prolongam ou diminuem o original, mas que não é aquele que nos foi atribuído.

Com uma excepção. Ter dois nomes próprios é útil e eu sempre achei que combinava com um par de berros. Sejamos realistas: se houver uma forma de uma criança fazer disparates, o iconoclasta pequeno ser descobre-o. E faz. Cabe aos pais/avós/adulto responsável pelo piolhito a correcção. Nessa altura, não só se usa o nome inteiro, como se usa o segundo nome também.

O curioso é que também resulta com adultos. Por exemplo, se eu pedir qualquer coisa ao meu marido, e começar com: “amor”, “fofinho” ou outro nome igualmente carinhoso, estamos bem. Quando me salta a tampa, uso os dois nomes próprios. Não são úteis? Pai e filho percebem logo que o caldo entornou.

Os meus pais só me tratavam pelos dois nomes quando eu já tinha feito alguma das boas (a minha outra avó é a excepção. Conhecia-me tão bem que ainda antes de eu fazer os disparates já ela os andava a prever e vinham de lá os dois nomes de empreitada). Com o meu filho, é a mesma coisa.

Só a minha avó é que me tratava pelo diminutivo sempre, fosse em que ocasião fosse (mesmo quando fazia asneiras, mas nesse caso o tom mudava radicalmente). E o curioso é que fazia muito menos asneiras com ela do que com os pais ou os outros avós. Porque seria?

Seja como for, com ou sem asneiras, uma coisa é certa: os diminutivos (ou aumentativos dependendo do caso) são importantes e dessa forma manifestamos o carinho por alguém; o segundo nome próprio combina com um par de berros e manifesta exaspero na melhor das hipóteses.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Limões



Há coisas que me fazem uma confusão danada.
Mas quando vem um economista dizer para as notícias “Portugal é um barco que está a meter água e a consciência dos portugueses devia de ser a de quem perdeu a guerra”, como foi o caso do Sr/Dr/Eng/whatever João Salgueiro, Economista, fico a pensar: o que é que eu devo e a quem?
Vejamos: paguei as minhas contas (água, luz, etc...) e até o VISA, ao qual tive de recorrer em altura de doença. Paguei a renda, paguei a conta da farmácia, paguei todas as minhas despesas e inclusive estou a trabalhar para pagar as próximas facturas que me hão-de aparecer. Quanto muito, devo à minha vizinha o limão que lhe fui pedir para fazer o arrozinho doce a semana passada (lembrete a mim própria: comprar um kg de limões e dar à vizinha, que a inflacção tá pela hora da morte).
Bem vistas as coisas, devo um limão e nem sequer é ao governo. Então porque é que dizem que cada português deve não sei quantos mil euros a não sei quem? Dei-me ao trabalho – e à despesa! – de ir às Finanças pedir uma declaração em como não devo ponta às Finanças, e o meu filho tem dois anos, a caminho dos três, e os seus pais matam-se a trabalhar para que não lhe falte nada. Não usa VISAS, não sai à noite e o seu vício é a chucha, da qual não prescinde para dormir. Então se nenhum de nós deve nada a ninguém, como é possível cada português dever não sei quanto a não sei quem?

(Não esquecer: limões).
Voltando ao barco e à guerra, assim de repente a última guerra que me lembro de ter visto o nome de Portugal envolvido foi na guerra colonial – e como ainda não era nascida, acredito no que me contame no que vem nos livros – e a seguir à guerra, ou antes ou durante, que isto para datas sou uma nódoa, os cofres do país estavam ricos. Não é como agora, que são ricos em teias de aranhas e papéis de dívidas, mas ricos em ouro. E no entanto, vem um economista – que pela provecta idade imagino ser uma pessoa de renome no seu meio – dizer que estamos a meter água e que a nossa atitude deveria ser a de quem perdeu a guerra.
(Limões; já anotaste??)

Vamos por partes. Primeiro, não meto água em lado nenhum porque a minha canalização está em perfeitas condições, obrigado (é que nem sequer consigo tomar um raio de um banho de imersão porque ando sempre a correr), portanto imagino que esteja a falar por alegorias, e nesse caso tenho a informá-lo que sou muito literal e que nem sequer a minha casa devo ao banco porque é alugada, logo, devo ser muito estúpida mas não percebi. Queira clarificar por favor.
Segundo, não posso ter perdido a guerra porque nem sequer era nascida na altura da guerra colonial – recordo, a última guerra na qual nos envolvemos. Formalmente, pelo menos. Mais uma alegoria? O cavalheiro devia ser filósofo, arrisca-se a fazer sombra a Platão com tantas alegorias.
Terceiro, se Portugal é um barco prestes a afundar, não devíamos cuidar primeiro que tudo do rombo? É que atirar água fora com baldes não chega, é preciso vedar o buraco senão é estar a trabalhar para aquecer, o nível da água não baixa nunca.
 
 
Quarto, e muito importante, se as Finanças declaram (com carimbo e tudo!) que não lhes devo nada, porque motivo vêm dizer que a dívida dos portugueses está insustentável? E mais importante que tudo, porque é que não passam a factura a quem fez estes estragos e põem ponto final de uma vez por todas a esses chupistas que andam a lamber o fundo ao tacho, na esperança que esteja banhado a ouro? É que o ouro já foi, e toca sempre aos mesmos o pagamento da factura. Acabem com essas fundações, que ninguém percebe bem para que servem ou o que são, acabem com a segurança privada dos ex-PR, porque na maioria até era um favor que nos faziam se alguém pusesse fim à sua existência, mas quem é que iria gastar o seu precioso tempo – e uma bala! – com eles!

(Já compraste os limões?)
 
 
Sinceramente, de alegorias entendo pouco mas também não quero destronar o Platão. O que quero mesmo é agarrar nesta corja e lançar ao mar com uma âncora presa aos pés.
Ah, e restaurar a justiça em Portugal. Porque pelos vistos o grave não é matar, é roubar o povo e não conseguir fugir.
(Ai, não me posso esquecer dos limões!!)

terça-feira, 6 de março de 2012

Então e as Pessoas?

Dizia o nosso ex-Presidente da República hoje no TVI 24 e sabe Deus onde mais onde. Então e as pessoas? Aumentos brutais na saúde, aumentos brutais nos transportes, aumentos brutais no custo de vida, aumentos brutais de tudo – menos dos ordenados, que estagnaram.

“ O mais importante são as pessoas, não o dinheiro!”, insurgia-se o senhor. O que este cavalheiro se esqueceu de referir foi que não fossem as 32 viagens ao mundo que fez enquanto PR, se calhar tínhamos um pouco mais de dinheiro, porque a bem dizer Salazar deixou o país rico. Inculto, sim. Mas rico. Ou então levava um bocadinho menos de tempo a delapidar o erário publico, uma vez que embora não tenha sido o único chupista, ajudou e com um valente pontapé. AGORA é que se lembra das pessoas? Com os idosos a morrerem por não terem dinheiro para os medicamentos/médicos/INEM/whatever?

É óbvio que não se pode culpar o cavalheiro pelo desemprego actual. Não vamos culpar o homem de tudo! Mas podemos e devemos apontar o dedo aos verdadeiros culpados, que estão/estiveram no poleiro e que apesar de serem apanhados em tramóias do arco da velha, conseguem sempre escapar-se ou com pena suspensa ou completamente livres “por uma especificidade técnica que anula o julgamento”.

Mas se alguém roubar um pão, vai preso.

Que se lixem as pessoas. Ao menos tenham a decência de parar de fingir que se importam com quem esmagam debaixo do pé, porque verdadeiramente vocês estão-se todos nas tintas, bebem todos da mesma gamela dourada e não passam, todos!, desde o ex-PR até ao actual PR de uns gigantescos aldrabões, ladrões e outros que tais acabados em “ões”.